sexta-feira, 28 de março de 2014

Escrever

Afirmei aqui que não tenho jeito para escrever e é verdade. 
Gosto de conversar (e falo pelos cotovelos) mas sinto que fico aquém do que quero dizer e até do que penso e sinto. Mas quando o assunto é escrever o "aquém" torna-se mais longe…

Com tudo o que tenho vivido e experienciado há muito que quero partilhar. Mas as palavras não estão do meu lado e não consigo explicar na totalidade o que me aconteceu, o que vivi e o que cresci. 

Adorei cada segundo, por mais duro que tenha sido; cresci com todas as situações, boas e más; não mudava uma vírgula a tudo o que passei…

Consegui (acho eu) manter um espírito optimista e brincalhão mesmo quando a situação era negra. Consegui transmitir-lhe calma e serenidade, mesmo que estivesse à beira de um ataque de nervos… consegui demonstrar-lhe o quão importante é para mim e o quanto a amo, mesmo quando estava à beira da ruptura com medo de a perder para sempre…-


Tudo isto ninguém me tira…
O que vivi com ela ninguém me tira…
E nada me poderia deixar mais em paz ou feliz do que tê-lo feito como o fiz: a 1000%, com um sorriso nos lábios e uma parvoíce na ponta da língua. 

Amo-te: mais que ontem e menos que amanhã - mas (!) para sempre. 

terça-feira, 25 de março de 2014

Ausência

Partiste e fazes-me falta, a cada segundo. Deixaste um vazio de pânico no meu coração que se espalha e aumenta pelo peito, ocupando todo o meu ser, impedindo as minhas pernas de se moverem. 

De repente, tenho que fugir, tenho que ir, tenho de fazer qualquer coisa. Procurar-te, talvez, apesar de saber que não te irei encontrar… não sei onde tenho que ir mas sei que tenho que o fazer. Esta é a minha busca, o meu caminho. 

A tua luz há de me apaziguar, tu hás de me acalmar. Falar contigo é o que preciso, ver o teu sorriso, saber-te bem… e ficarei em paz. 

sábado, 15 de março de 2014

Tempo

"O tempo pode ser medido de várias formas" disse ele "anos, meses, semanas, dias". E continuou "a sua mãe tem muito pouco tempo: estamos a falar de dias, talvez semanas, mas não meses". 

E foi assim que a pergunta mais temida, contudo mais sedenta de clarificação, foi respondida. 

Eu não estou preparada… ainda não estou e não sei se algum dia estarei. 

Não quero ficar sem ti, mã. Desculpa o meu egoísmo mas amo-te demais para te perder!

terça-feira, 11 de março de 2014

Sol

Nada melhor que acordar com o sol a brilhar: dentro e fora de casa (e de nós)!

Hoje foi um desses dias: pequeno-almoço ao sol, almoço ao sol e lanche ao sol. Baterias recarregadas e uma pessoa sente-se logo melhor. 

A minha mais-que-tudo hoje acordou mais animada, apesar da noite atribulada. Passou a tarde com amigas e viu televisão e isso enche-me de alegria. 

Custa-me os dias em que o torpor se apodera dela e em que não faz nada. Custa-me fisicamente como se fosse eu que definhasse, entregando lentamente o corpo à morte. Custa-me psicologicamente como se me deixasse afundar numa depressão profunda. 

Agradeço diariamente pelos meus amigos. São eles me vão tirando das negruras da tristeza, que me tentam animar, fazendo palhaçadas, levando-me ao cinema e a espairecer. Fazendo com que me esqueça do meu dia-a-dia nem que seja por um segundo. É isso que me dá força para continuar. São eles: o Z., a A., a B., a R., a M. e a J.  - não tenho palavras para vos explicar a vossa importância na minha vida, o amor que vos tenho, a força que me dão. 

Hoje está um dia de sol lá fora… mas mais importante: hoje o sol brilha dentro de casa. 


Bom dia

Toca o despertador: são 9h. Ok! Tenho uma hora para tomar banho, vestir-me, comer e sair de casa!
Hoje o dia é maioritariamente para mim e, apesar da pontada de culpa, isso faz-me sentir bem. 

"Dormiste bem?" pergunto-lhe enquanto a encho de beijos. "Tive que tomar um SOS, estava a levantar-me de hora a hora e muito irrequieta…" é a resposta desanimada que me dá. 

Começo a contar-lhe como vai ser o meu dia e aproveito para perguntar o que prefere que lhe deixe preparado para o almoço: escolhe a única coisa que ainda tenho que fazer.

Ok, sem problema, sigo para a cozinha: panela para o arroz, frigideira para o strogonoff e em menos de nada a casa já cheira a almoço. Lumes no mínimo e é altura do banho, mas antes ainda tenho que dar a comida aos gatos. De seguida vou confirmar que não queimei nada e preparar os almoços, visto-me enquanto vou conversando com ela. Já não ligo de quase não obter resposta. 

Preparo o pequeno almoço para as duas e ponho os cães na rua: que chatice - já estão a ladrar!

Volto para ver se já se levantou e levo-a para a cozinha. 

Agora vou eu tomar o pequeno almoço: são 10h!




Copo (sempre) meio cheio

Hoje, tal como os últimos dias, não foi fácil… 
Correu muita coisa mal: respostas negativas e um acidente como cereja no topo do bolo!

Podia mandar tudo às urtigas, podia virar as costas, podia dizer que tive um dia mau…
Mas, quem me conhece sabe que, procuro sempre as coisas boas ("os beijos de Deus"): a forma carinhosa com que a minha avó abraça a minha mãe, um sorriso de quem amo, um abraço no momento certo, uma palavra que me enche o coração…

E pronto: tive um dia bom, em que o sol brilhou, e conseguiu espantar este frio que teima em não me abandonar. 

Hajam momentos felizes!

segunda-feira, 10 de março de 2014

Noite

Odeio-te!

És má conselheira e portadora de pensamentos que passo o dia a afastar… de facto a nossa relação, nos maus momentos da minha vida, sempre foi assim, porque é que nesta situação seria diferente?

Não gosto do que representas e do que trazes: esta ansiedade, este reboliço interior. Preciso de paz e sossego mas, por qualquer motivo, estas características não estão presentes na "minha" escuridão. 

Gosto das estrelas e da lua, mas não gosto da dimensão que as sombras dos meus medos atingem graças a ti. 

Ainda bem que o sol nasce todos os dias…

Dias difíceis

Toda a gente sabe que existem dias difíceis, daqueles em que só queremos baixar os braços e mandar tudo (à merda) ao ar…
Toda a gente sabe que, mesmo sem o vermos, o sol continua a brilhar por detrás das nuvens.
Toda a gente sabe que há vidas complicadas e que não se comparam cruzes (quem as carrega é que sabe quanto pesam). 

O que muita gente não sabe é que os meus dias deixaram de ser fáceis, que o meu sol não é um astro no céu e que a minha vida é um nó cego. 

Nunca tive jeito para escrever, nem o dom da palavra, mas este é um momento e um espaço para mim: para eu poder descarregar e continuar optimista e a sorrir enquanto vou de encontro à tempestade diária que culminará com o furacão que vai mudar a minha vida para sempre.