terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Um ano

Está a aproximar-se a data que mudou a minha vida...

E o que eu não dava para viver tudo novamente: poder abraçar-te, beijar-te, tomar conta de ti e encher-te de miminhos. Naqueles dias, estar contigo era o mais importante de tudo; dizer que te amo era o início e o fim de todas as nossas conversas; a tua segurança e bem-estar eram a minha prioridade…

Um ano depois só te posso dizer o costume, o que me enche o peito e preenche o pensamento: 
amo-te mã, fazes-me falta... Falta-me o mais belo ser de luz: "o que faço eu sem ti?".

terça-feira, 10 de junho de 2014

"Não vou ser adulto demais porque o meu cérebro faz caretas"

"Olha para mim… Que idade é que eu tenho?"

Será que tenho a idade que o meu invólucro aparenta? Ou é mesmo aquela que toda a gente gosta de verificar no cartão de cidadão? Talvez a minha idade seja o que já vivi, como me comporto, a minha coragem para mudar, para me reinventar e crescer face às adversidades com que me deparo. 

Talvez a minha idade não passe de um número que não se aparenta com nada! E que depende de cada situação, de cada grupo, de cada ambiente. 

De manhã tenho 80 anos, "rangem-me as dobradiças" e tudo custa muito… mas à medida que o sol se deita eu vou ficando mais nova! Depois de subir e descer aquela escada N vezes durante 5h acabo o turno com 20 anos: com energia para dar e vender! E ando e danço e rio e converso até ao nascer do sol - nesta altura tenho perto de 5 anos e começa a instalar-se a birra. Quando acordo volto a ter 80 anos…

Olha para mim… Afinal que idade é que eu tenho?

segunda-feira, 9 de junho de 2014

"O tempo cura tudo"

Dizem que o tempo cura tudo… mas neste caso é meu inimigo: não me tem ajudado e a cura não passa pelo esquecimento. Repara - a cada segundo que passa há uma ruga do teu rosto que eu esqueço… há uma nota da tua voz que deixa de fazer parte da minha memória… há um detalhe do teu sorriso que se desvanece no corropio dos meus dias… o teu cheiro vai desaparecendo no tic-tac do meu relógio de pulso. 

Eu tento agarrar-me à tua cara, ao teu sorriso, ao som da tua voz e ao teu cheiro. A tudo o que te manteria sempre comigo, sempre presente. Mas quanto mais me agarro mais se transforma em fumo na brisa ou em areia por entre os meus dedos…

Procuro nas memórias e remexo-as (por vezes sem sucesso) em busca da tua imagem nítida em frente aos meus olhos…

Como é que se esquece? Porque é que se esquece?

Tempo mau! Cérebro mau! Vão os dois de castigo… só me lembram do que não interessa e do que não importa quando comparado a ela!!

Em contrapartida vou-te encontrando onde menos espero: nos lábios de alguém que me diz exactamente o que tu dirias, num bolo de aniversário que me transporta para o teu dia, numa lata de coca-cola que me garante a tua presença…

Estás sempre comigo: colada a mim, amparada em mim, do lado do meu coração e protegida pelo meu braço. Para sempre <3

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Mudanças

Segunda-feira foi o dia em que o mundo ficou submerso pela escuridão deixada pela tua partida…

O meu sol foi viver para outro espaço. Partiste. Fiquei só. 

Contudo a tua partida levou-me todos: ele regressou ao país que agora chama seu e ela… desculpa mã! Com tanta coisa que tenho que fazer para deixar tudo em ordem, e para garantir o seu maior conforto, tive que a pôr num lar: cheio de luz e malta jovem, com actividades, enfermeiros e médicos, em que, tenho a certeza, está super bem entregue. 

Ela não gosta… inicialmente não se adaptou e as queixas eram mais que muitas. Pedia-me para a trazer com ela e custa-me visitá-la… desculpa! Sinto-me horrível por não a ter comigo. E perdida por não te ter.

Fazes-me falta. Sempre… 

sábado, 19 de abril de 2014

Ainda não acredito…

Já fez um mês… e eu nem me apercebi!

Como?! Como é que não dei conta do passar do tempo? Andei tão ocupada ou distraída que nem reparei que os segundos não pararam no relógio? Terei andado tão divertida que me esqueci de ti?…

Mas pior: como é que suportei um mês sem te ver sorrir para mim, sem ouvir a tua voz, sem poder falar contigo?

Tenho a certeza que não me esqueci de ti!! Aliás: recordo-te T-O-D-O-S os dias. Acabas sempre por estar presente de alguma forma, através de alguma pessoa, situação, palavra ou objecto. 

Então como me fui eu esquecer do dia em que te perdi?

Acho que apenas não quero recordar essa data... Não quero se capaz de contar quantos dias passaram desde a ultima vez que te vi. 

Quero apenas lembrar-me do orgulho que sinto por seres minha mãe, do quanto te amo, da alegria que sentia sempre que te via sorrir (como naquele sábado lembras-te?), das nossas conversas, do prazer que me dava estar contigo (era o ponto alto do meu dia, podes ter a certeza!)… 

Quero apenas lembrar-me das boas memórias em que te guardo embrulhada em carinho numa caixinha de amor. 

O que importa a data em que partiste? A quem importa uma data tão triste em que o mundo escureceu? 

Só importa saber-te bem, só importa lembrar-me, só importa manter-te comigo…

Oh mã: fazes-me tanta falta…

sexta-feira, 28 de março de 2014

Escrever

Afirmei aqui que não tenho jeito para escrever e é verdade. 
Gosto de conversar (e falo pelos cotovelos) mas sinto que fico aquém do que quero dizer e até do que penso e sinto. Mas quando o assunto é escrever o "aquém" torna-se mais longe…

Com tudo o que tenho vivido e experienciado há muito que quero partilhar. Mas as palavras não estão do meu lado e não consigo explicar na totalidade o que me aconteceu, o que vivi e o que cresci. 

Adorei cada segundo, por mais duro que tenha sido; cresci com todas as situações, boas e más; não mudava uma vírgula a tudo o que passei…

Consegui (acho eu) manter um espírito optimista e brincalhão mesmo quando a situação era negra. Consegui transmitir-lhe calma e serenidade, mesmo que estivesse à beira de um ataque de nervos… consegui demonstrar-lhe o quão importante é para mim e o quanto a amo, mesmo quando estava à beira da ruptura com medo de a perder para sempre…-


Tudo isto ninguém me tira…
O que vivi com ela ninguém me tira…
E nada me poderia deixar mais em paz ou feliz do que tê-lo feito como o fiz: a 1000%, com um sorriso nos lábios e uma parvoíce na ponta da língua. 

Amo-te: mais que ontem e menos que amanhã - mas (!) para sempre. 

terça-feira, 25 de março de 2014

Ausência

Partiste e fazes-me falta, a cada segundo. Deixaste um vazio de pânico no meu coração que se espalha e aumenta pelo peito, ocupando todo o meu ser, impedindo as minhas pernas de se moverem. 

De repente, tenho que fugir, tenho que ir, tenho de fazer qualquer coisa. Procurar-te, talvez, apesar de saber que não te irei encontrar… não sei onde tenho que ir mas sei que tenho que o fazer. Esta é a minha busca, o meu caminho. 

A tua luz há de me apaziguar, tu hás de me acalmar. Falar contigo é o que preciso, ver o teu sorriso, saber-te bem… e ficarei em paz. 

sábado, 15 de março de 2014

Tempo

"O tempo pode ser medido de várias formas" disse ele "anos, meses, semanas, dias". E continuou "a sua mãe tem muito pouco tempo: estamos a falar de dias, talvez semanas, mas não meses". 

E foi assim que a pergunta mais temida, contudo mais sedenta de clarificação, foi respondida. 

Eu não estou preparada… ainda não estou e não sei se algum dia estarei. 

Não quero ficar sem ti, mã. Desculpa o meu egoísmo mas amo-te demais para te perder!

terça-feira, 11 de março de 2014

Sol

Nada melhor que acordar com o sol a brilhar: dentro e fora de casa (e de nós)!

Hoje foi um desses dias: pequeno-almoço ao sol, almoço ao sol e lanche ao sol. Baterias recarregadas e uma pessoa sente-se logo melhor. 

A minha mais-que-tudo hoje acordou mais animada, apesar da noite atribulada. Passou a tarde com amigas e viu televisão e isso enche-me de alegria. 

Custa-me os dias em que o torpor se apodera dela e em que não faz nada. Custa-me fisicamente como se fosse eu que definhasse, entregando lentamente o corpo à morte. Custa-me psicologicamente como se me deixasse afundar numa depressão profunda. 

Agradeço diariamente pelos meus amigos. São eles me vão tirando das negruras da tristeza, que me tentam animar, fazendo palhaçadas, levando-me ao cinema e a espairecer. Fazendo com que me esqueça do meu dia-a-dia nem que seja por um segundo. É isso que me dá força para continuar. São eles: o Z., a A., a B., a R., a M. e a J.  - não tenho palavras para vos explicar a vossa importância na minha vida, o amor que vos tenho, a força que me dão. 

Hoje está um dia de sol lá fora… mas mais importante: hoje o sol brilha dentro de casa. 


Bom dia

Toca o despertador: são 9h. Ok! Tenho uma hora para tomar banho, vestir-me, comer e sair de casa!
Hoje o dia é maioritariamente para mim e, apesar da pontada de culpa, isso faz-me sentir bem. 

"Dormiste bem?" pergunto-lhe enquanto a encho de beijos. "Tive que tomar um SOS, estava a levantar-me de hora a hora e muito irrequieta…" é a resposta desanimada que me dá. 

Começo a contar-lhe como vai ser o meu dia e aproveito para perguntar o que prefere que lhe deixe preparado para o almoço: escolhe a única coisa que ainda tenho que fazer.

Ok, sem problema, sigo para a cozinha: panela para o arroz, frigideira para o strogonoff e em menos de nada a casa já cheira a almoço. Lumes no mínimo e é altura do banho, mas antes ainda tenho que dar a comida aos gatos. De seguida vou confirmar que não queimei nada e preparar os almoços, visto-me enquanto vou conversando com ela. Já não ligo de quase não obter resposta. 

Preparo o pequeno almoço para as duas e ponho os cães na rua: que chatice - já estão a ladrar!

Volto para ver se já se levantou e levo-a para a cozinha. 

Agora vou eu tomar o pequeno almoço: são 10h!




Copo (sempre) meio cheio

Hoje, tal como os últimos dias, não foi fácil… 
Correu muita coisa mal: respostas negativas e um acidente como cereja no topo do bolo!

Podia mandar tudo às urtigas, podia virar as costas, podia dizer que tive um dia mau…
Mas, quem me conhece sabe que, procuro sempre as coisas boas ("os beijos de Deus"): a forma carinhosa com que a minha avó abraça a minha mãe, um sorriso de quem amo, um abraço no momento certo, uma palavra que me enche o coração…

E pronto: tive um dia bom, em que o sol brilhou, e conseguiu espantar este frio que teima em não me abandonar. 

Hajam momentos felizes!

segunda-feira, 10 de março de 2014

Noite

Odeio-te!

És má conselheira e portadora de pensamentos que passo o dia a afastar… de facto a nossa relação, nos maus momentos da minha vida, sempre foi assim, porque é que nesta situação seria diferente?

Não gosto do que representas e do que trazes: esta ansiedade, este reboliço interior. Preciso de paz e sossego mas, por qualquer motivo, estas características não estão presentes na "minha" escuridão. 

Gosto das estrelas e da lua, mas não gosto da dimensão que as sombras dos meus medos atingem graças a ti. 

Ainda bem que o sol nasce todos os dias…

Dias difíceis

Toda a gente sabe que existem dias difíceis, daqueles em que só queremos baixar os braços e mandar tudo (à merda) ao ar…
Toda a gente sabe que, mesmo sem o vermos, o sol continua a brilhar por detrás das nuvens.
Toda a gente sabe que há vidas complicadas e que não se comparam cruzes (quem as carrega é que sabe quanto pesam). 

O que muita gente não sabe é que os meus dias deixaram de ser fáceis, que o meu sol não é um astro no céu e que a minha vida é um nó cego. 

Nunca tive jeito para escrever, nem o dom da palavra, mas este é um momento e um espaço para mim: para eu poder descarregar e continuar optimista e a sorrir enquanto vou de encontro à tempestade diária que culminará com o furacão que vai mudar a minha vida para sempre.